Para algumas empresas, uma perspectiva verde será transformadora, levará a novos mercados, novas formas de pensar, produtos inovadores, lucros maiores e maior valor.
Para outras, esta assimilação pode surgir de maneira mais gradual e lenta, formando mais um dos pontos da visão estratégica da empresa. Com o tempo, estas podem encontrar vantagens de longo prazo, mas não ganhos imediatos, o que geralmente ocorre em indústrias pesadas. No entanto, as empresas menores também podem ter ganhos surpreendentes com estratégias verdes.
Segundo Esty e Winston (autores de "O verde que vale ouro"), no mundo de hoje, nenhuma empresa, seja ela de grande ou pequeno porte, do setor industrial ou de serviços, pode se dar ao luxo de ignorar os problemas ambientais. Obviamente, as oportunidades e os riscos trazidos pela Onda Verde variam de acordo com a empresa e o setor. Nenhuma estratégia ou ferramenta, isoladamente, funcionará em todas as empresas ou em todas as circunstâncias. Empresas que se ocultarem, achando que esta onda é passageira, ficaram decepcionadas e serão esmagadas pelos concorrentes verdes.
As empresas pequenas devem se importar com a onda verde?
Será que podem ignorar o problema?
É claro que não, e aqui estão cinco motivos que Esty e Winston destacaram:
- Leis que antes se aplicavam apenas às grandes empresas estão se aproximando das empresas menores. Até mesmo padarias e postos de gasolina devem cumprir as normas para controle da poluição.
- Controlar as opções de consumo das pessoas continua sendo difícil politicamente, mas os grupos de defesa não tem dificuldade alguma de exigir que as pequenas empresas coloquem um freio em seus impactos. Assim, embora os automóveis pessoais não estejam sob o ataque de ONGs, as emissões das frotas de táxis ou de serviços de entrega constituem um alvo relativamente atraente.
- A era da informação esta reduzindo o custo da busca de jogadores de menor porte. Novos sensores, sistemas de informação e tecnologias de comunicação barateiam a cada dia o controle da poluição e o monitoramento do cumprimento das normas. Até mesmo pequenas empresas têm dificuldade de fugir do alcance do radar.
- Os grandes clientes estão pressionando seus fornecedores de menor porte para que cumpram os padrões ambientais.
- Empresas pequenas podem ser mais ágeis do que suas concorrentes maiores. As mais empreendedoras podem correr para aproveitar as mudanças nas circunstâncias ou suprir as demandas de novos nichos.
E para finalizar, mesmo aqueles que concordam com o economista Milton Friedman, ganhador do prêmio Nobel, que afirmou que a principal "responsabilidade social do negócio é aumentar os lucros", não podem ignorar o número crescente de pessoas que acreditam que as empresas têm obrigação de fazer mais. A lógica das iniciativas ambientais das empresas não precisa partir da crença pessoal de que cuidar da natureza é a coisa certa a fazer. Se os stakeholders mais importantes acreditarem que o meio ambiente é importante, então essa é a coisa certa a fazer para o seu negócio.