terça-feira, 28 de outubro de 2008

A sua Empresa deve se importar com o Meio Ambiente?


Para algumas empresas, uma perspectiva verde será transformadora, levará a novos mercados, novas formas de pensar, produtos inovadores, lucros maiores e maior valor.
Para outras, esta assimilação pode surgir de maneira mais gradual e lenta, formando mais um dos pontos da visão estratégica da empresa. Com o tempo, estas podem encontrar vantagens de longo prazo, mas não ganhos imediatos, o que geralmente ocorre em indústrias pesadas. No entanto, as empresas menores também podem ter ganhos surpreendentes com estratégias verdes.
Segundo Esty e Winston (autores de "O verde que vale ouro"), no mundo de hoje, nenhuma empresa, seja ela de grande ou pequeno porte, do setor industrial ou de serviços, pode se dar ao luxo de ignorar os problemas ambientais. Obviamente, as oportunidades e os riscos trazidos pela Onda Verde variam de acordo com a empresa e o setor. Nenhuma estratégia ou ferramenta, isoladamente, funcionará em todas as empresas ou em todas as circunstâncias. Empresas que se ocultarem, achando que esta onda é passageira, ficaram decepcionadas e serão esmagadas pelos concorrentes verdes.

As empresas pequenas devem se importar com a onda verde?
Será que podem ignorar o problema?
É claro que não, e aqui estão cinco motivos que Esty e Winston destacaram:
- Leis que antes se aplicavam apenas às grandes empresas estão se aproximando das empresas menores.  Até mesmo padarias e postos de gasolina devem cumprir as normas para controle da poluição.
- Controlar as opções de consumo das pessoas continua sendo difícil politicamente, mas os grupos de defesa não tem dificuldade alguma de exigir que as pequenas empresas coloquem um freio em seus impactos. Assim, embora os automóveis pessoais não estejam sob o ataque de ONGs, as emissões das frotas de táxis ou de serviços de entrega constituem um alvo relativamente atraente.
- A era da informação esta reduzindo o custo da busca de jogadores de menor porte. Novos sensores, sistemas de informação e tecnologias de comunicação barateiam a cada dia o controle da poluição e o monitoramento do cumprimento das normas. Até mesmo pequenas empresas têm dificuldade de fugir do alcance do radar.
- Os grandes clientes estão pressionando seus fornecedores de menor porte para que cumpram os padrões ambientais.
- Empresas pequenas podem ser mais ágeis do que suas concorrentes maiores. As mais empreendedoras podem correr para aproveitar as mudanças nas circunstâncias ou suprir as demandas de novos nichos.

E para finalizar, mesmo aqueles que concordam com o economista Milton Friedman, ganhador do prêmio Nobel, que afirmou que  a principal "responsabilidade social do negócio é aumentar os lucros", não podem ignorar o número crescente de pessoas que acreditam que as empresas têm obrigação de fazer mais. A lógica das iniciativas ambientais das empresas não precisa partir da crença pessoal de que cuidar da natureza é a coisa certa a fazer. Se os stakeholders mais importantes acreditarem que o meio ambiente é importante, então essa é a coisa certa a fazer para o seu negócio. 

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Uma Nova Visão Estratégica Frente o Modelo de Produção Chinês

Hoje em dia tem se falado muito na vantagem competitiva chinesa no mercado mundial, e esta vantagem é devido, principalmente, a sua mão de obra barata e por ignorarem as suas próprias leis ambientais e trabalhistas, e assim não gerarem custos as suas empresas.

Desde o final de 2001, quando a China entrou para a Organização Mundial do Comércio, e concordou voluntariamente em abrir seus mercados para o mundo, demonstrou-se estar muito mais bem preparada para recebe-lo do que o mundo para recebê-la. E acabou assustando todo o mercado mundial.

Visto este panorama empresas de todo o mundo tem procurado encontrar maneiras eficientes para se manter no mercado frente a essa avassaladora entrada chinesa. Dentre estas estão as empresas brasileiras que encontram grandes dificuldades para se manter competitivas no mercado globalizado.

Sendo assim venho por meio deste artigo tentar mostrar um caminho, do qual, acredito poder ajudar algumas empresas interessadas a encontrar alguma saída.

Com isso temos que procurar pontos fracos nos nossos concorrentes chineses, e descobrir qual o melhor caminho para se atingir uma melhor competitividade junto as empresas chinesas? Agora sim exponho meu ponto de vista: Simplesmente atacando de forma contrária à que dá competitividade as empresas chinesas. Investindo em projetos sócio-ambientais. Entendam que isso inclui um bom relacionamento com todos os seus clientes, inclusive seus funcionários e toda a sociedade.

Desde o final da década de 90 empresas vêm decobrindo que o uso de tecnologias mais limpas e praticas de gestão ambiental, no qual a variável ambiental é inserida no planejamento estratégico da empresa, vêm gerando ganhos econômicos, de imagem, maior facilidade para obtenção de crédito e acesso a novos mercados, entre outros. Essas empresas estão sim se tornando “sustentáveis”, nos dois sentidos, a longo prazo.

O outro ponto é em relação a adoção de políticas sociais aceitas mundialmente, empresas que se importam com os problemas sociais das comunidades em que estão inseridas também têm ganhado competitividade no mercado. Muitos mercados têm barrado mercadorias de empresas que não têm programas sociais.

A partir destas constatações verificamos que empresas que adotem programas ambientais e sociais podem sim entrar no mercado mundial com certa competitividade frente à China.

Agora outro ponto que deve ser levantado é o quanto os ganhos com programas ambientais e sociais iram gerar, para assim poder afirmar o quão competitivo estas empresas serão frente ao baixo preço dos produtos chineses. Mas o que podemos afirmar com certeza, é que perderão muito se não adotarem tais medidas.

Caso as empresas brasileiras ganhem mercado das empresas chinesas com o uso dessas medidas, isso fará com que as chinesas também adotem estas medidas. E isto acontecendo elas se igualaram as brasileiras, pois terão que aumentar os salários de seus funcionários, se preocupar com as comunidades em que estão inseridas e parar de ignorar suas leis ambientais, formando um mercado com competição mais justa, e vencerá quem tiver uma melhor criatividade, o que não falta aos brasileiros.

As empresas brasileiras têm que estar preparadas para este novo modelo de negócio, que veio para ficar e formar consciência empresarial sustentável. O que é bom para as empresas e para todo mundo.